21 de jul. de 2011

Impermanência


























Infância, adolescência.
Arrogância, carência.
Abundância, aparência.
Maioridade, velhice.
Ganância,experiência.
Fragilidade, mesmice...

Morte!

Que sorte, não foi ente seu.
Entretanto, assim sendo,
Sofreria?
Ato ateu,
até entendo,
a agonia,
entretanto, acabe com o eu,
reflita além, prevendo,
e se encha de alegria.

A vida de um terceiro se esvai,
a vida dos seus também se vai,
a sua, impermanente,
destino diverso não terá,
aceite simplesmente,
aquilo que certamente será.

Coberto de sangue do ventre saiu,
Diante de luta e suor cresceu,
Envelhecendo a cada dia rugas surgem,
Memórias somem, você caiu,
No ciclo semi-infinito, ou se esqueceu?
Almas divergentes convergem para a mesma situação.

Tudo passa. Você acabará.
Entretanto a dor de partir é arrependimento,
daquilo que não foi feito.
Com muita raça, sua lembrança ficará,
todos os seus feitos, todo seu sentimento,
fazendo sentido, grandioso e imperfeito.


08

2 comentários:

bixudipé disse...

Muito bacana!

Adorei o poema; abração.

Leo Perovano disse...

Valeu bixudipé, seu blog está ótimo!

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